Sousel

Vila de origem histórica, onde a memória do castelo molda o traçado urbano e a identidade do território

Caracterização

Área: 89,28 km²

Habitantes (2011): 1932 hab.

Densidade: 21,6 hab/km²

Sousel, vila situada a norte do Alentejo Central, é sede de concelho de segunda ordem, faz parte do Distrito de Portalegre, do qual dista cerca de sessenta quilómetros, estando integrado na Comarca de Estremoz e Diocese de Évora.

O originário núcleo urbano de Sousel desenvolve-se a partir da zona mais elevada, constituindo uma malha densa e imbricada de ruas estreitas e tortuosas que deixa transparecer o cunho ordenador da cerca muralhada do antigo castelo, demolido. Por outro lado, o carácter denso, rígido e ordenado dos arruamentos centrais, vai perdendo clareza, à medida que nos afastamos da zona central.

A necessidade de acerto dos espaços sobrantes e a construção posterior de bairros habitacionais, a nascente da vila antiga, conferiu uma dualidade morfológica à malha urbana de Sousel, acentuada com o rasgar do eixo rodoviário Estremoz – Fronteira.

História

Torna-se difícil saber a origem do nome Sousel, estando fora de dúvida que a povoação onde assenta a freguesia é muito antiga, datando dos primeiros tempos da monarquia.

A enumeração dos Reguengos (ou Regalengos) de Sousel no Foral Medieval de Estremoz, concedido por D. Afonso III em 1258, constitui a referência mais antiga que se conhece do topónimo Sousel, onde surgia já com a presente grafia.

O topónimo, originalmente Souselo ou Sousello, terá sido transformado ao longo dos tempos. O célebre José Leite de Vasconcellos, afirma que “Souzel deriva de Souzello”, escrevendo com “z”, norma utilizada à época, ressalvando que a escrita com “s” seria mais adequada (Vasconcellos, 1884). O Prof. João Richau considera que o topónimo deriva, muito provavelmente, do termo latino saxum, o qual, com o passar dos tempos, originou Souso e, mais tarde, aplicou-se-lhe o diminutivo ello, originando Sousello. A influência moçárabe teria, mais tarde, originado SOUSEL, mantendo-se a sua grafia desta forma, pelo menos desde 1258 (muito embora durante alguns anos se tenha optado pela grafia com z – “Souzel”). Saxum, termo latino, quer dizer rocha ou penedo, o que indica que Sousel deve o seu nome a alguma formação geológica mais proeminente, mas não demasiado grande, pois levou ao diminutivo – Souselo.

Alguns autores afirmam que a povoação de Sousel foi elevada à categoria de Vila a 4 de Junho de 1386. Já no reinado de D. João I (1385-1433), surge a figura de D. Nuno Álvares Pereira a quem o monarca, entre outras posses, doou a Vila de Sousel. Alguns anos mais tarde, passa a Casa de Bragança a ser donatária da Vila de Sousel, através de uma importante doação do Condestável, por carta de 4 de Abril de 1422 (confirmada por El-Rei D. Duarte, também por carta de 19 de Dezembro de 1430).

A partir dessa altura, a história de Sousel está naturalmente associada à história da Casa de Bragança. Consta que foi D. Jaime I (1479 – 1532), 4.º Duque de Bragança, quem fundou a Misericórdia de Sousel e mandou edificar a respetiva Igreja (1515), o Hospital (edifício anexo à Igreja), a Albergaria (na Rua Direita) e um Hospício. Em 1527, segundo o «Cadastro da População do Reino» (ou «Numeramento de D. João III»), tinha Sousel 457 moradores e pertencia, com todo o seu termo, ao Duque de Bragança. Entre os séculos XV e XVIII, é edificado todo o património religioso de Sousel (os primeiros templos foram a Igreja Matriz e a Igreja de Nossa Senhora da Orada), sendo o século XVIII profícuo em intervenções nos mesmos espaços ou na edificação de novos.

As terras coutadas da Casa de Bragança, em volta da vila, são divididas no século XIX pelo que a vila souselense, ao contrário da grande maioria das povoações alentejanas, não se encontra limitada por grandes propriedades. O século XIX marca a vida de Sousel, como centro administrativo do Concelho, na medida em que deixa de ser sede do mesmo por duas vezes: primeiro, entre 1855 e 1863 (ao ser integrado na Comarca e Concelho de Fronteira) e, depois, entre 1895 e 1898 (ao ser anexado ao Concelho de Estremoz). A soberania administrativa do Concelho é instaurada definitivamente em 1898.

Nos anos 30 do século seguinte, a economia da freguesia de Sousel estava marcada pela produção de cal, que contava com inúmeros fornos dispersos pelo enorme maciço calcário que circunda a vila a sudoeste. A cal era exportada, em grande quantidade, para outras regiões que careciam deste recurso natural. Sousel possuía também fábricas de moagem, panificação mecânica, refinação de azeites, extração de óleos do bagaço e de fabrico de gelo. A atividade económica da vila era ainda marcada pelos inúmeros lagares de azeite, carpintarias e serralharias mecânicas, fornos de tijolo, etc. No entanto, a indústria de mel e cera, que outrora marcara a riqueza do Concelho, estava altura reduzida à esfera doméstica.

Brasão

Armas: Escudo de ouro, com duas gavelas de trigo verde, atadas de vermelho e uma perdiz vermelha de sua cor. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: «FREGUESIA DE SOUSEL». Ordenação heráldica do brasão e bandeira publicada no Diário da República, III Série de 09 / 01 / 2001.

Composição da Junta de Freguesia de Cano

João Manuel Fazeres Almeida

Presidente (Eleito pelo PS)

Francisco José da Silva Dordio

Secretário (Eleito pelo PS)

Eulália de Fátima Parracha Ganhão Firmino

Tesoureira (Eleita pelo PS)

Assembleia de Freguesia

Helena Isabel Figueiredo Filipe Dordio

Presidente (Eleita pelo PS)

Joaquim Cláudio Mota Albardeiro

1ª Secretário (Eleita pelo PS)

Maria Isabel Catrunfo Serra

2ª Secretária (Eleita pelo PS)

Contactos e Localização

Largo do Jardim, 7470-231 Sousel
Telefone: 268 551 220
Fax: 268 554 310
E-mail: freguesiadesousel@gmail.com
https://www.facebook.com/JuntaFreguesiaSousel

Horário de Atendimento
Seg-Sex 8.30h-17.30h
(aberto à hora de almoço, exceto em férias ou ausências forçadas de um dos funcionários e, neste caso, encerra das 12.00h às 13.00h)

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